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O bacana do arroz e do feijão

A dupla mais famosa da culinária brasileira é rica em minerais e poderosa na energia. Saiba o que tem dentro desses grãos

Fico triste em ler notícias mostrando que a família brasileira tem comido cada vez menos feijão porque o preparo é demorado. É realmente de entristecer que o nosso cotidiano tenha se transformado tanto a ponto de afastar o brasileiro de um dos alimentos que nos define e nos identifica. Na minha casa não pode faltar arroz e feijão. Todo dia o casal mais brasileiro dos brasileiros está à mesa por aqui porque nós gostamos e também porque descobri que arroz e feijão são alimentos tão bacanas para a nossa saúde que não dá para dispensar do prato ou trocar eles por uma comidas preparadas industrializadas. Pelo menos, não sempre.

Feijão é um alimento bacanérrimo. Em 1/2 xícara de chá do carioquinha tem 64% das necessidades diárias de fibra. No feijão branquinho, 53% das necessidades diárias de fibra.

O arroz também é super-ultra-bacana. Em meia xícara de chá do tipo agulhinha, por exemplo, tem (preste atenção):

– 13% de carboidrato (energia boa)
– 22% de manganês
– 8% de zinco
– 7% de fósforo
– 6% de vitaminas B3 e de B6
– 8% de zinco e vitamina B5

Dá trabalho para fazer arroz e feijão? Eu não acho. Para o arroz, a gente suja apenas uma panela. E para feijão também, se ele for cozido já temperado.

Demora? Não. Em 30 minutos qualquer arroz, inclusive o integral, fica pronto aqui em casa. O feijão, de fato, leva mais tempo. Eu o deixo de molho durante duas horas antes de cozinhar. Como já sei disso, costumo preparar em grande quantidade e congelar.

O sabor enjoa? Se souber variar o tempero, não.

Então, que tal voltar a ter essa dupla poderosa, cheia de minerais super importantes para o bom funcionamento do organismo, à mesa com frequência?

Beijos com aroma de arroz e feijão fresquinho,
Patricia

Fonte: Patrícia Cerqueira.
Patrícia é jornalista, atuou principalmente em saúde e educação, em veículos como Crescer, Marie Claire, Folha de S.Paulo e Época. Escreve sobre alimentação infantil e da família desde 2009, quando montou o blog Comer para Crescer. Mantém um diário virtual, o Comida Boa Muda Tudo, onde escreve suas reflexões e descobertas a respeito da culinária e do comportamento do ser humano à mesa, durante as refeições. Mãe do Samuel, 14 anos, e do Miguel, 10 anos.
http://disneybabble.uol.com.br/br/cozinhar/o-bacana-do-arroz-e-do-feij%C3%A3o

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Você conhece o Slow Food?

Movimento com mais de 1 milhão de adeptos em mais de 150 países propõe que se coma sem pressa, que se tenha prazer com alimento e evite o desperdício

Se você gosta e cozinha, se preocupa em ter mais alimentos frescos na geladeira do que congelados industrializados no freezer, não é deslumbrada com essa história de produto importado (tipo sal azul, vermelho, verde ou cor de abóbora), tenta encaixar a compra de alimentos orgânicos no orçamento doméstico e detesta refeição que se come em pé? Querida, acho que você pratica slow food!
Não sabia?

Pois é. O movimento chamado Slow Food foi criado na Itália, na década de 80, por Carlo Petrini. Posso dizer que o sujeito era um visionário. Já naquela época, ele anteviu que a forma como as pessoas, as famílias em particular, estavam se alimentando não era a mais adequada, que não daria muito certo, não seria a mais saudável para o nosso organismo.

O movimento nasceu para ser um contraponto ao aumento do fast food e o desaparecimento das tradições familiares, que leva ao desinteresse das pessoas pela origem da comida, seu sabor e como nossas escolhas afetam o meio ambiente.

“O Slow Food opõe-se à tendência de padronização do alimento no mundo e defende a necessidade de que os consumidores estejam bem informados, se tornando co-produtores”, diz o movimento no site brasileiro.

Desde a sua criação, o movimento só ganhou força e cresceu, se espalhando mundo afora, mostrando que há muita gente a fim de desacelerar, descomplicar ecomer comida boa. O Slow Food criou documentos, promoveu congressos, feiras e grupos de discussão. Em 2008, Carlo figurou na lista das 50 Pessoas que Podem Salvar o Mundo feita pelo jornal inglês The Guardian.

Para o movimento, o alimento deve ser bom, limpo e justo. “O que comemos deve ter bom sabor; deve ser cultivado de maneira limpa, sem prejudicar nossa saúde, o meio ambiente ou os animais; e os produtores devem receber o que é justo pelo seu trabalho.”

Eu pratico Slow Food (e também Comfort Food). Muito provavelmente você também! Se ainda não pratica, veja só algumas sugestões:

Vá mais devagar na sua vida

1. Compre ingredientes integrais. Cozinhe-os e coma.

2. Evite comida processada com longas listas de ingredientes. Coma comida de verdade.

3. Plante algo que você possa comer, mesmo que seja na sua janela.

4. Sempre que possível, conheça a história por trás do alimento que você compra.

5 . Compre comida local e descubra o que está em temporada!

Viu. Não é difícil praticar Slow Food! Para saber mais, visite o Slow Food Brasil.



Fonte: Patrícia Cerqueira.
Patrícia é jornalista, atuou principalmente em saúde e educação, em veículos como Crescer, Marie Claire, Folha de S.Paulo e Época. Escreve sobre alimentação infantil e da família desde 2009, quando montou o blog Comer para Crescer. Mantém um diário virtual, o Comida Boa Muda Tudo, onde escreve suas reflexões e descobertas a respeito da culinária e do comportamento do ser humano à mesa, durante as refeições. Mãe do Samuel, 14 anos, e do Miguel, 10 anos.
http://disneybabble.uol.com.br/br/rede-babble/cozinha/voc%C3%AA-conhece-o-slow-food

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Supermercados ingleses reduzem desperdício alimentar em 20.000 toneladas num ano

Asda, Co-operative Food, Marks and Spencer, Morrissons, Sainsbury’s, Teso e Waitrose, os sete principais supermercados britânicos, reduziram o seu desperdício alimentar em 20.000 toneladas no último ano, de 200.000 para 180.000 toneladas.

De acordo com um novo estudo da British Retail Consortium (BRC), o novo número representa apenas 1% do desperdício global britânico, avaliado em 15 milhões de toneladas. O estudo admite ainda que a posição privilegiada destas empresas no centro da cadeia de fornecimento poderá influenciar e potencialmente reduzir não apenas a quantidade de alimentos desperdiçados nas lojas mas também nas casas das pessoas.

“Damos as boas-vindas ao facto de os níveis de desperdício alimentar da indústria do retalho estarem a descer, mas é também importante continuar a focar a nossa atenção e esforços no local onde a maior parte da redução do desperdício alimentar pode ser feita: na cadeia de fornecimento e nas casas dos consumidores”, explicou ao Edie Andrew Opie, director de comida e sustentabilidade da BRC.

“Como indústria temos uma enorme contribuição a fazer e vamos continuar a trabalhar com os fornecedores e clientes para prosseguir os progressos que têm sido conseguidos”, concluiu.

Com as informações Green Savers

Fonte: http://meioambienterio.com/2015/11/11121/supermercados-ingleses-reduzem-desperdicio-alimentar-em-20-000-toneladas-num-ano/

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Rótulos devem indicar presença de lactose, decide Senado

Brasília – Os rótulos dos alimentos precisam indicar a presença de lactose em sua composição. É o que decidiram nesta quarta-feira, 12, os senadores da Comissão de Assuntos Sociais (CAS).

Os parlamentares aprovaram um projeto de lei que impõe tal exigência para as embalagens. Como tramitou em caráter terminativo, a proposta poderá seguir diretamente para análise da Câmara dos Deputados se não tiver recurso para apreciá-lo no plenário do Senado.

Atualmente, esse tipo de exigência já existe para o glúten, uma proteína presente na aveia, trigo, cevada, malte e centeio. Portadores da doença celíaca – uma patologia autoimune causada pela intolerância ao glúten – não podem consumir tal proteína.

Na justificativa a seu projeto, o senador Paulo Bauer (PSDB-SC) apresenta os resultados de uma série de estudos que apontam a “elevada” ocorrência da intolerância à lactose no Brasil.

A proposta menciona que, em um dos estudos, é considerado que 50% da população brasileira, no mínimo, são afetados por essa condição. A lactose é o açúcar presente no leite e nos derivados de laticínios, como no queijo e na manteiga.

O senador Cícero Lucena (PSDB-PB), relator do projeto, apresentou parecer favorável à matéria. Entretanto, o relator propôs alterações ao projeto original de Bauer.

Ele retirou a obrigação de que a indústria faça a aferição do teor de lactose dos alimentos. Segundo ele, tal exigência é um procedimento com custos significativos.

“Obrigar os produtores de todos os alimentos industrializados e comercializados no País a adotar as providências necessárias para calcular esse teor é uma medida que irá onerá-los sem se fazer acompanhar de benefícios na mesma proporção”, afirmou o relator, em seu parecer.

Cícero Lucena argumentou que, em primeiro lugar, é difícil determinar o teor de lactose nos alimentos com precisão absoluta. Além disso, disse o tucano, tal teor pode variar enormemente nos diferentes lotes de um mesmo produto.

Ele destacou que, do ponto de vista da pessoa com intolerância à lactose, o mais importante é saber se o alimento contém ou não o açúcar.

Os senadores da comissão concordaram com a mudança proposta pelo relator.

De acordo com o projeto, caberá a uma regulamentação definir como será feita a divulgação da presença da lactose, assim como a eventual redução desse componente de um eventual alimento.

A mudança entrará em vigor em até 180 dias após a publicação oficial da nova lei, se for aprovada.



Ricardo Brito

Ricardo Brito é repórter do Estadão Conteúdo.

Fonte: http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/rotulos-devem-indicar-presenca-de-lactose-decide-senado

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