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Rótulos devem indicar presença de lactose, decide Senado

Brasília – Os rótulos dos alimentos precisam indicar a presença de lactose em sua composição. É o que decidiram nesta quarta-feira, 12, os senadores da Comissão de Assuntos Sociais (CAS).

Os parlamentares aprovaram um projeto de lei que impõe tal exigência para as embalagens. Como tramitou em caráter terminativo, a proposta poderá seguir diretamente para análise da Câmara dos Deputados se não tiver recurso para apreciá-lo no plenário do Senado.

Atualmente, esse tipo de exigência já existe para o glúten, uma proteína presente na aveia, trigo, cevada, malte e centeio. Portadores da doença celíaca – uma patologia autoimune causada pela intolerância ao glúten – não podem consumir tal proteína.

Na justificativa a seu projeto, o senador Paulo Bauer (PSDB-SC) apresenta os resultados de uma série de estudos que apontam a “elevada” ocorrência da intolerância à lactose no Brasil.

A proposta menciona que, em um dos estudos, é considerado que 50% da população brasileira, no mínimo, são afetados por essa condição. A lactose é o açúcar presente no leite e nos derivados de laticínios, como no queijo e na manteiga.

O senador Cícero Lucena (PSDB-PB), relator do projeto, apresentou parecer favorável à matéria. Entretanto, o relator propôs alterações ao projeto original de Bauer.

Ele retirou a obrigação de que a indústria faça a aferição do teor de lactose dos alimentos. Segundo ele, tal exigência é um procedimento com custos significativos.

“Obrigar os produtores de todos os alimentos industrializados e comercializados no País a adotar as providências necessárias para calcular esse teor é uma medida que irá onerá-los sem se fazer acompanhar de benefícios na mesma proporção”, afirmou o relator, em seu parecer.

Cícero Lucena argumentou que, em primeiro lugar, é difícil determinar o teor de lactose nos alimentos com precisão absoluta. Além disso, disse o tucano, tal teor pode variar enormemente nos diferentes lotes de um mesmo produto.

Ele destacou que, do ponto de vista da pessoa com intolerância à lactose, o mais importante é saber se o alimento contém ou não o açúcar.

Os senadores da comissão concordaram com a mudança proposta pelo relator.

De acordo com o projeto, caberá a uma regulamentação definir como será feita a divulgação da presença da lactose, assim como a eventual redução desse componente de um eventual alimento.

A mudança entrará em vigor em até 180 dias após a publicação oficial da nova lei, se for aprovada.



Ricardo Brito

Ricardo Brito é repórter do Estadão Conteúdo.

Fonte: http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/rotulos-devem-indicar-presenca-de-lactose-decide-senado

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Supermercados terão que manter limpos os carrinhos de compra

A higienização de carrinhos de compras usados por clientes dos supermercados e de mouse dos computadores disponibilizados nas lan houses pode passar a ser uma obrigação dos estabelecimentos comerciais especificada no Código de Defesa do Consumidor (CDC – Lei 8.078/1990).

Pesquisa mostra que carrinhos de supermercado e mouses são os objetos fornecidos a clientes mais contaminados por bactérias, o que motivou o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) a apresentar projeto (PLS 445/2015) que obriga a higienização desses utensílios pelos donos dos estabelecimentos. A proposta aprovada nesta terça-feira (29), em decisão terminativa, na Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA).

A obrigação de higienização determinada no projeto, no entanto, não é restrita a esses dois tipos de objetos, mas alcança todos os equipamentos e utensílios disponibilizados ao consumidor no fornecimento de um produto ou serviço. O texto estabelece ainda que o fornecedor ficará obrigado a informar, “de maneira ostensiva e adequada, quando for o caso, sobre o risco de contaminação”.

O Código do Consumidor determina, como explica o autor da proposta, que produtos e serviços colocados no mercado não podem acarretar riscos à saúde dos consumidores, mas excepciona riscos considerados “normais e previsíveis em decorrência de sua natureza e fruição”.

Como exemplo de exceção, Crivella cita os medicamentos, que podem ter efeitos colaterais nocivos. Mas para o autor e para o relator na CMA, senador Acir Gurgacz (PDT-RO), o risco de contaminação por falta de higienização de equipamentos disponibilizados aos consumidores não se enquadra nas exceções.

Para eles, a norma prevista no PLS 445/2015 contribui para aumentar a proteção da saúde dos usuários e atende princípio do reconhecimento da vulnerabilidade do consumidor.

Se não for apresentado recurso para votação em Plenário, a matéria segue para a Câmara dos Deputados.

(fonte: Agência Senado)

Fonte: Portal Terra

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Consumidor não quer mudar de marca

Apesar da crise, em categorias como iogurtes, carnes e biscoitos, mais da metade dos brasileiros está disposta a manter seu produto preferido

Embora esteja com o orçamento apertado, a maioria dos brasileiros não está disposta a mudar de marcas. E isso é ainda mais perceptível em categorias que considera importante, como aponta pesquisa da empresa Sonne, em parceria com a Vertude. Foram ouvidas 1,8 mil pessoas em todo o País.

Segundo o levantamento, 58% afirmam que não querem trocar a marca de iogurte. Em biscoitos, o percentual sobe para 61% e, em carnes, para 74%. “Os consumidores, quando têm preferência por uma marca, dificilmente a substituem. Menos de 30% das pessoas costuma realizar a troca, mesmo em um momento de crise”, afirma Maximiliano Bovaresco, sócio-diretor da Sonne.

De acordo com ele, o brasileiro prefere não arriscar justamente por estar com o bolso mais apertado. Para Bovaresco, em iogurtes, por exemplo, a qualidade justifica a fidelidade à marca de mais de 80% dos compradores de Danone e Nestlé.

Fonte: Valor Econômico

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Conheça o supermercado sem embalagens?

Original e consciente

Imagine um supermercado sem nenhuma embalagem descartável. Lá, o macarrão não vem em um pacote. O suco não é vendido com a caixa. O xampu? Não, não tem frasco. Sacolinha plástica? Nem pensar!

Sim, ele existe. E é um sucesso.

O Original Unverpack é um novo supermercado, criado em Berlim, na Alemanha. Como o nome indica, é muito original – e sem embalagens. Por lá, produtos regionais têm passe livre. Mas frascos e potes descartáveis definitivamente não.

O conceito foi idealizado por duas mulheres, Milena e Sara, ao longo de dois longos anos.

Cientes de que anualmente 16 milhões de toneladas de embalagens vagam pelos lixos da Alemanha, as duas visionárias decidiram abrir um supermercado que aumenta a consciência sobre esse problema e propõe alternativas práticas.

Mas afinal, como é possível comprar um azeite, por exemplo, sem usar nenhuma embalagem descartável? Substituindo-a por potes de vidro, latas, sacolas, cestos e assim por diante.

Funciona assim: você leva as suas próprias embalagens e completa com os produtos que desejar. Na hora de pagar, é só pesar. E pode ficar tranquilo que você só vai pagar pelo peso do produto.

Esqueceu a sua cesta em casa? Não tem problema, no Original Unverpack há muitos recipientes reutilizáveis à venda. Quer saber a procedência do produto? A tabela nutricional? Se tem glúten? O Original Unverpack disponibiliza materiais com todas as essas informações.

A marca está revolucionando comportamentos enraizados há décadas, introduzindo uma nova experiência de consumo, baseada na sustentabilidade.

O sucesso dos primeiros três meses de funcionamento comprova a existência de uma demanda latente por marcas que levem em consideração toda a cadeia produtiva.

Um estudo realizado pela Interbrand, aponta que nós estamos entrando na Era do Você, uma era na qual as marcas devem se adaptar e se reorganizar a partir dos dados e das demandas dos indivíduos.

A Era do Você também pode ser ilustrada como a era da personalização, na qual o consumidor é o ator principal.

As marcas precisam olhar para os seus consumidores e descobrir insights genuínos para criarem experiências relevantes e personalizadas para as suas comunidades.

O Original Unverpack é um ótimo exemplo de como as marcas devem atuar na Era do Você: lendo e compreendendo as necessidades das comunidades para criar uma experiência atende os desejos dos indivíduos.

Veja nas imagens o funcionamento do supermercado.

 

Fonte: http://exame.abril.com.br/marketing/noticias/conheca-o-supermercado-sem-embalagens

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