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Sementes de romã, lentilha e outros rituais gastronômicos da ceia de Ano Novo

Réveillon deriva do verbo francês réveiller, que significa revelar, despertar, acordar. “Para boa parte dos povos a virada do ano traz a intenção de renovação, de fechamento de um ciclo e início de outro”, explica Sandro Dias, professor de história da gastronomia do Senac. E, segundo ele, tanto no passado quanto no presente os rituais e as superstições envolvendo os alimentos são referências dessa transição.

“As comidas carregam a simbologia da fartura”, diz o escritor e antropólogo Raul Lody. Os grãos, por exemplo, remetem à quantidade e multiplicidade. “Arroz, lentilha, feijão, milho: todos, no imaginário popular, simbolizam a fertilidade”, completa Lody. O peixe também é um clássico na ceia de ano-novo. “Em diversas culturas ele faz alusão à partilha e purificação”.

São costumes seculares, difíceis de serem identificados em uma linha cronológica. O que se sabe é que seus significados nasceram ou da mitologia ou da tradição cristã, além dos ciclos naturais, como a época das colheitas. Isso porque muitos povos europeus cultivavam rituais pela fecundidade da terra e pela fartura de alimentos – afinal, em outros tempos não era nada fácil sobreviver a geadas, tempestades ou períodos de seca.

As tradições que inspiram os rituais gastronômicos do réveillon não contam, obviamente, com nenhuma comprovação científica. De qualquer modo, é difícil achar alguém que nunca tenha se rendido a uma das “simpatias”, mesmo que por pura diversão. Na contagem regressiva para a chegada do próximo ano, confira curiosidades sobre as comidinhas de ano-novo. Na dúvida, não custa nada tentar uma delas.

Peixes
“Eles simbolizam a purificação por meio de seu habitat, a água. Além de serem férteis e se reproduzirem graças a uma infinidade de ovas, os peixes quase nunca andam sozinhos”, anota Dias. “Quem os consome espera obter todas essas sortes”. O bacalhau, clássico nas ceias brasileiras, é uma herança da colonização portuguesa que, além da simbologia religiosa, durante muitos anos foi a base da alimentação lusa por ser barato e de fácil conservação nos períodos de estiagem. “Com o passar do tempo veio a escassez e ele passou a ser um peixe nobre, consumido em ocasiões especiais”.

Porco
Os porcos são animais polêmicos na história da civilização. Enquanto algumas culturas consideram sua carne impura, outras o tratam como animal resistente, parrudo e que busca oportunidades – já que “fuça” para frente. Por isso, é bem-vindo na ceia de ano-novo. “Os camponeses italianos fazem uma festança para celebrar mais um ano de trabalho. O pé de porco com lentilhas é um prato tradicional de boa sorte”, relata Dias. Segundo ele, os alemães também prezam a carne suína na virada e degustam costelinhas e joelho de porco com lentilhas e chucrute. “No México o forte é o menudo, sopa feita com miúdos de porco condimentados”.

Lentilha e outros grãos
Eles trazem a expectativa da fertilidade na maioria das culturas. “São a base da alimentação na história da civilização”, diz Lody. O arroz, o trigo e o feijão alimentam nações por gerações. Para os orientais, o mais simbólico deles é o arroz, considerado o grão da vida. “Chineses, japoneses e indus consomem o arroz em diversas receitas na esperança de prosperidade”, afirma Dias. No caso da lentilha, diz a lenda que ela deve ser o primeiro alimento a ser ingerido na ceia para que não falte dinheiro e saúde durante o ano. Isso porque as sementes esverdeadas, da família das leguminosas, incham e dobram de tamanho depois de cozidas.

Romã, uvas e outras frutas
Repletas de sementes ou nascidas em cachos, elas trazem a ideia de multiplicidade e fartura. “A uva é nobre em muitas culturas. É a fruta que dá o vinho de Baco, o deus mitológico dos excessos, da fartura e das festividades”, explica Lody. A romã, por sua vez, carrega a simbologia religiosa. “Para os judeus, comer essa fruta no ano-novo judaico é questão de virtude e, ao comer algumas de suas sementes, o homem estaria reforçando suas qualidades”. O peso religioso da romã também aparece no catolicismo. No dia de Reis, costuma-se comer algumas sementinhas e guardá-las na carteira para ter sorte e riqueza ao longo do ano”, descreve Lody. Para o escritor, as frutas também ganham espaço nas ceias devido à sazonalidade, como é caso do figo. “É natural que se busquem alimentos mais abundantes e acessíveis neste período. As frutas da estação pautam e alimentam as tradições”, completa.

Frutas secas e castanhas
Elas sempre estiveram associadas à fartura e à sorte por serem alimentos resistentes, possíveis de ser armazenados durante muitos dias para garantir a alimentação. “Nozes, castanhas, avelãs suportavam o inverno rigoroso no hemisfério norte e as frutas secas eram a forma mais eficaz de conservação durante os períodos de tempo ruim”, justifica Lody. Outro aspecto apontado pelo professor Dias diz respeito ao tom lúdico dos doces à base de frutas: “Ao comê-los na virada espera-se que se tenha um ano de igual doçura. Os judeus costumam degustar maçãs embebidas em mel, sem contar a infinidade de sobremesas de tradição ocidental”, completa Dias.

Cordeiro
As citações bíblicas comprovam o apelo religioso do cordeiro para os católicos. “É um animal considerado puro e, por isso, é permitido até mesmo no período da quaresma, em que os fiéis não podem comer carne vermelha ou de animais de sangue quente”, explica Dias

Louro
De origem greco-romana, o louro é símbolo de sucesso e vitória. “Ser laureado significa ser reconhecido. Os atletas gregos que venciam recebiam uma coroa de louros como prêmio”. Além disso, são folhas de uma árvore resistente e que dão frutos em bagas volumosas. Guardar umas folhas de louro na carteira na virada é promessa de sucesso e fartura ao longo do ano.

Fonte: http://receitas.ig.com.br/comidinhas-da-sorte/n1237899251780.html

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Dicas para fazer uma ceia de Natal sem gastar muito dinheiro

Se você anda sem dinheiro, veja algumas dicas para ter uma ceia de Natal maravilhosa, sem gastar muito.

As dicas para fazer uma ceia de natal sem gastar muito dinheiro são ideais para as pessoas que querem economizar nas compras e não contrair dívidas para o ano que está prestes a começar. O segredo para poupar está na escolha dos itens, na pesquisa e na antecipação.

Faltando menos de um mês para o Natal, muitos já estão pensando em como fazer uma ceia divertida e com fartura, sem gastar muito. Mesmo com o 13º salário, existem pessoas que ainda ficam “apertadas”, com as dívidas de final de ano como IPTU, IPVA, a decoração para o Natal, a viagem para ver a família e ainda com a compra dos presentes. Quem sofre com isso é a ceia, feita por último.

Confira a seguir algumas dicas para fazer uma ceia de natal sem gastar muito dinheiro:

Antecipe as compras

Comece adiantando suas compras. Em vez de deixar o peru para a última hora, procure comprá-lo o quanto antes. Outra dica é pesquisar e aproveitar as ofertas oferecidas por supermercados, por isso, fique atento às promoções. Para preservar o prato principal, procure congelá-lo, assim não há o risco de gastar com dois perus.

Faça substituições inteligentes

Na hora de comprar as frutas, troque as tradicionais por outras que sejam da época como abacaxi, melancia, laranja, banana e limão. Procure comprá-las perto da véspera, para não correr riscos de perder as frutas.

Se o dinheiro anda curto, porque não trocar o peru pelo frango? O gosto é quase o mesmo , o que muda realmente é o tamanho. Para deixá-lo com uma cara melhor, capriche na receita. Prefira molhos que podem ser feitos sem gastar muito, como molhos de laranja ou mesmo farofas. Fuja de receitas que levem vinhos e outras coisas caras. Troque também o champanhe pela cidra.

Faça o cálculo da comida

Para evitar desperdício, procure fazer o cálculo aproximado da quantidade de comida que cada convidado irá consumir na ceia.

Escolha um prato principal

Para economizar, mais ainda, opte por apenas um prato principal, que seja especificamente carne. Para deixar a mesa com cara de fartura e super colorida, o que engana o estômago, procure investir em alimentos naturais, como verduras e legumes.

Aposte em uma sobremesa barata

Na hora de sobremesa do Natal, economize fazendo você mesma! Procure comprar os ingredientes e seguir uma receita fácil e barata.  Uma ótima dica de sobremesa para ceias, que têm muitas pessoas, é apostar no sorvete de palito. Além de ser super saboroso, é barato e todos poderão repetir. Porém, se a ceia não for com muitas pessoas, a dica é comprar um panetone e recheá-lo. Essa é uma sobremesa típica do Natal e, o melhor de tudo, barata e fácil de ser feita. Outra sobremesa econômica e fácil de fazer é a rabanada. Além de agradar a todos os paladares, você poderá usar aquele pão amanhecido do café da manhã.

Decore com legumes e frutas

Procure fazer um arroz com legumes para deixar a mesa mais bonita, ao invés de acrescentar passas, que são caras nessa época. Outra dica é acrescentar uma farofa de banana, ao arroz. O gostinho fica delicioso e ainda deixa a comida muito mais bonita e leve.

Deixe para servir as bebidas depois da ceia. (Foto: Divulgação)

Invista nas saladas e aperitivos

Ofereça primeiramente os pratos de salada, ou mesmo petiscos, que podem ser feitos com maionese e pão. Assim poderá servir o prato principal e todos já estarão com menos apetite.

Sirva as bebidas na hora certa

Para economizar nas bebidas, deixe-as para servir depois da ceia.  Antes, ofereça sucos ou refrigerantes. As bebidas devem ser oferecidas com a sobremesa. Ou mesmo em um único brinde, antes da ceia. É bom lembrar que bebidas alcoólicas não devem ser oferecidas para menores de 18 anos, por isso prefira dar as crianças e jovens refrigerantes e sucos.

Use as dicas para fazer uma ceia de natal sem gastar muito dinheiro ao seu favor e organize uma festa mais econômica.

Fonte: http://www.mundodastribos.com/dicas-para-fazer-uma-ceia-de-natal-sem-gastar-muito-dinheiro.html

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O desafio de escolher os alimentos

Orgânico, convencional, funcional, enriquecido…você fica confuso com tantos rótulos encontrados nos alimentos? Confira o que significa cada um deles e não se confunda em sua próxima compra.

Os alimentos que você escolhe devem ajustar‐se ao seu gosto, personalidade, tradições familiares e culturais, estilo de vida e orçamento. E nos dias atuais, há uma grande variedade, o que pode deixar muita gente confusa na hora de escolher o melhor para a família

A fim de fazer a melhor opção, é importantea conhecer a origem e a qualidade biológica dos alimentos (o potencial que cada um tem para proteger a nossa saúde). Para selecionar os alimentos, portanto, você precisa conhecer mais que os seus nomes, é preciso conhecer as qualidades interiores de cada um, como calorias, nutrientes e não‐nutrientes que eles contêm. Confira, abaixo, os tipos de alimentos encontrados no mercado:

Convencional: produzido com o uso do solo, de adubos químicos altamente solúveis e com o uso de agrotóxicos (inseticidas, fungicidas, acaricidas, bactericidas, nematicidas, herbicidas, entre outros).

Orgânico: conhecido como um produto isento de fertilizantes químicos e agrotóxicos, produzido em solo vivo, com boas condições para que se desenvolva bem e produza um alimento sadio e sem resíduos tóxicos. Para a produção dos orgânicos não é permitido usar agrotóxicos e adubos químicos de alta solubilidade e nenhum produto que deixe resíduo no solo, na água, no animal e nos alimentos. O alimento traz em sua embalagem o “selo verde” como garantia de sua qualidade. Já existem diversos produtos orgânicos no mercado, como sucos, geléias, laticínios, óleos, doces, palmito, pães, biscoitos, molhos, especiarias, cerveja, vinho, cachaça, café, barra de cereais, hortaliças processadas, entre outros. O grande obstáculo desses produtos é preço – em média, 40% mais elevado que os dos produtos convencionais.

Hidropônico: produzido em ambiente protegido (estufas) sem o uso de solo e com o uso de adubos químicos de fácil solubilidade em água. Como o cultivo é feito longe do solo, as plantas não têm contaminantes como bactérias, fungos, lesmas, insetos ou vermes. E, por serem criadas em um ambiente controlado, crescem mais saudáveis.

Funcional: é todo aquele alimento ou ingrediente que, além das funções nutricionais básicas, quando consumido como parte da dieta habitual produz efeitos metabólicos e/ou fisiológicos e/ou benéficos à saúde. Esses alimentos possuem três propriedades principais: reduzem o risco de doenças, modelam funções do sistema imunológico e melhoram ou modulam a disposição e o desempenho físico. Mas fique atento: os alimentos funcionais não são destinados a tratar ou a curar doenças, e sim contribuir para uma melhor qualidade de vida.

Transgênico: é geneticamente modificado. Nesse processo, a planta adquire propriedades de certas bactérias, o que faz com que funcionem como inseticidas naturais ou que resistam a um determinado tipo de herbicida.

Fast-food: alimento geralmente preparado em restaurante e que está disponível em questão de minutos na sua casa ou no próprio local onde é feito.

Diet: é geralmente utilizado em dietas de restrição, e deve ter total ausência de um determinado ingrediente, como carboidrato (sacarose), proteína, gordura ou sódio. É importante que fique bem claro que nem todos os produtos denominados dietapresentam diminuição significativa na quantidade de calorias e, portanto, devem ser evitados pelas pessoas que desejam emagrecer.

Light: alimento com redução mínima de 25% de qualquer de seus atributos, como calorias, açúcar, sal, gordura, carboidrato e colesterol.

Alimento enriquecido: enriquecer/fortificar um alimento consiste em adicionar um ou mais nutrientes essenciais contidos naturalmente ou não no alimento. O objetivo é reforçar o  valor nutritivo e prevenir – ou corrigir – deficiências de um ou mais nutrientes na alimentação da população ou de grupos específicos.

Alimento processado: é aquele submetido a qualquer processo, como moagem, alterações de textura, cozimento ou outros. Depende do composto inicial e do processo, um determinado alimento processado pode ou não ser nutritivo.

Referência consultada: Ornellas, LH. Técnica dietética: seleção e preparo de alimentos. 8ª ed. rev. Ampl.

*Coluna escrita em parceria com a nutricionista Abykeyla Mellisse Tosatti, especializanda em Adolescência para Equipes Multidisciplinares da UNIFESP e colaboradora da Nutrociência

Fonte: http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI112080-15995,00.html

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Alimentação adequada das crianças no verão

Durante as férias, a rotina muda, mas é preciso tomar alguns cuidados com a saúde do seu filho. Confira a coluna do nutrólogo Mauro Fisberg.

As férias escolares estão no auge! Sinônimo de muita diversão, passeios, viagens, praia, piscina, tarde com os amigos, horários flexíveis e consumo freqüente de comidas nada saudáveis. Tudo sai da rotina – afinal são as férias! Mas quando se trata da alimentação da criançada, é preciso tomar alguns cuidados, mesmo nos dias de folga. Aqui, sugerimos algumas medidas para que o verão passe sem contratempos:

1.Procure ter um horário para seu filho acordar, fazer as refeições, se divertir e dormir.

2.Garanta refeições fracionadas: café da manhã, almoço, café da tarde e jantar. Nunca deixe de preparar um café da manhã completo antes de sair de casa, pois dessa forma você garante nutrientes necessários no período da manhã.

3.Um ponto muito importante durante o verão é a hidratação. Caso esteja na praia ou na piscina, aumente a ingestão de água ou sucos de fruta naturais, vitaminas com leite e frutas, água de coco e picolé de frutas. O risco de desidratação aumenta no verão e as crianças muitas vezes não têm vontade de parar de brincar para beber algo, mesmo que sintam sede.

4.Dê preferência a alimentos leves, como verduras, legumes, grelhados, assados e refogados. Evite frituras e condimentos em excesso. Esteja atento, também, à procedência dos alimentos. Procure fazer as refeições em locais confiáveis.

5.Para minimizar as chances de contaminação alimentar, fique atento a frutos do mar, sorvetes, raspadinhas, bebidas e à refrigeração adequada dos alimentos (como não deixar a maionese fora da geladeira).

6.Abuse de alimentos frescos, saladas, verduras e legumes, frutas e sucos. Também não se esqueça dos alimentos que dão energia, como massas, o tradicional arroz com feijão e diferentes carnes. Aproveitar a oportunidade para experimentar receitas novas e combinações não tradicionais.

7.Em relação às guloseimas, nada proibições – só é preciso ter bom senso. Salgadinhos, refrigerantes, balas, chocolates e outros devem ser consumidos sem exageros – e não devem substituir as refeições. O consumo exagerado faz com que as crianças engordem muito nas férias.

8.Não trate a comida como algo sério e sem-graça. Os alimentos devem ser apresentados de forma agradável, com sabor adequado, tempero correspondente à idade e com a capacidade de agradar sem deixar a qualidade nutricional de lado. Mudar o aspecto de um alimento pode ser divertido, desde que a criança não seja enganada.

9.Caso fique em casa nas férias, se possível, faça com que a criança mantenha uma atividade física. Evite que ela passe muito tempo na frente da TV, do computador e do videogame.

10.Por fim, e também muito importante, garanta uma proteção solar adequada. Deixe que elas tomem sol apenas nos horários indicados e não se esqueça do protetor solar.

*Artigo escrito em parceria com a nutricionista Abykeyla Mellisse Tosatti, da Nutrociência Assessoria em Nutrologia

Fonte: http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI115852-15995,00.html

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