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Alimentos: Alternativas saudáveis aos altos preços

De março do ano passado até março deste ano, os preços dos alimentos chegaram à mesa do consumidor com aumento de de mais de 30%. O IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) revela que os preços subiram 6,34% até março deste ano, contudo, estudos de economistas da Universidade de São Paulo revelam que os preços de frutas, legumes, verduras e alguns cereais, dentre eles, arroz e feijão, acumularam altas de 33,36%.

O preço do tomate, por exemplo, um dos frutos que mais figuravam no prato dos brasileiros, mais que dobrou de preço no período de um ano, com alta de 105,87%. A batata virou outra vilã na alimentação e passou a pesar do bolso, já que ficou 86,51% mais cara.  Com este cenário, fica a dúvida: como driblar a inflação e não faltar alimentos essenciais para manter uma boa nutrição em dia? Se por um lado, comerciantes e feirantes tentam adotar medidas de controle de preços, os consumidores buscam alternativas para não deixar cair a qualidade nutricional dos pratos no dia a dia.

Uma alternativa para substituir frutas que estão caras é optar pelas frutas da estação, como é o caso da goiaba, da ameixa e da uva. E como é possível substituir alimentos caros por aqueles que ofereçam as mesmas vitaminas, minerais e nutrientes por um preço mais em conta? O Mais Equilíbrio fez uma lista de opções de legumes e frutas para que você possa economizar e ainda manter-se saudável!

Laranja pera por…

Manga, melão e kiwi, que, assim como a laranja, são fonte de vitamina C. A vitamina C tem poder antioxidante e é essencial para a saúde dos ossos e dos vasos sanguíneos.

Abacaxi por…

Ameixa, que tem grande quantidade de vitamina C, além das vitaminas do complexo B. Assim como o abacaxi, a ameixa é uma fruta que auxilia na digestão e no trato intestinal.

Tomate por…Pepino, que apesar de ter um gosto completamente diferente do tomate, tem o mesmo valor nutricional e contém vitamina C. A cenoura, um legume que está mais em conta, pode substituir o tomate como suprimento de vitamina C, vitamina E e betacaroteno.

Abobrinha por…

Abóbora nacional, fonte de fibras, vitamina C e outros nutrientes fornecidos também pela abobrinha.

Batata inglesa por…

Batata doce ou inhame. Assim como a batata inglesa, a batata doce e o inhame são ricos em carboidratos, contudo, a batata doce é ainda mais nutritiva que a inglesa, sendo fonte de cálcio, fósforo, potássio, ferro, vitaminas A, C e E, além das do complexo B.

Por Renata Branco

Fonte: http://www.maisequilibrio.com.br/nutricao/alimentos-alternativas-saudaveis-aos-altos-precos-m0316-50727.html

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Corpo humano leva 14 dias para se acostumar com horário de verão

Problemas de falta de atenção, de memória e sono fragmentado podem ocorrer durante adaptação

Um estudo realizado no Brasil concluiu que o corpo humano precisa de ao menos 14 dias para se adaptar totalmente ao horário de verão. Enquanto essa adequação não ocorre, são comuns problemas como falta de atenção, de memória e sono fragmentado.

O horário de verão 2016 começa no Brasil neste dia 16 outubro, e vai até o dia 19 de fevereiro de 2017. Nesse período, o relógio é adiantado em uma hora.

Ele vai vigorar no Distrito Federal e nos Estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Espírito Santo

O objetivo é economizar energia elétrica e gerar um ganho de R$ 147,5 milhões, de acordo com estimativa do Operador Nacional do Sistema Elétrico, o órgão governamental que controla o setor. A medida é comum em muitos países.

As primeiras ideias sobre o tema surgiram no fim do século 18 e um de seus maiores defensores foi o patriarca americano Benjamin Franklin. Ele dizia que a mudança no horário era necessária para gerar “economia tanto em velas como em querosene”, segundo o pesquisador Guilherme Silva Umemura.

De acordo com ele, o horário de verão começou a ser adotado na década de 1930 no Brasil. Mas as discussões acadêmicas significativas sobre seu impacto na saúde começaram nos anos de 1970.

O estudo desenvolvido por Umemura no Grupo Multidisciplinar de Desenvolvimento e Ritos Biológicos, vinculado ao Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo, se concentrou em como a mudança no relógio influi na temperatura do corpo humano.

“Com a mudança no horário as pessoas são obrigadas a acordar mais cedo e isso gera uma série de modificações fisiológicas no organismo”, afirmou.

Fadiga
Segundo ele, a temperatura do corpo começa a subir mais cedo do que antes do horário de verão. Isso aponta para uma desestabilização entre os ritmos da temperatura corporal e da atividade de repouso.

“Essa dessincronização entre diferentes ritmos gera problemas. Desde problemas fisiológicos como distúrbios de sono.”

“A pessoa fica mais propensa a ter deficits de atenção, pode ter maior fadiga durante o dia, problemas para dormir, fragmentação do sono e até mesmo a diminuição da duração do sono”, disse ele.

A falta de atenção e a fadiga, afirma, podem ser causadores de acidentes de trânsito e acidentes de trabalho.

No começo do horário de verão, de acordo com ele, a maior incidência do sol em horários considerados noturnos faz o organismo atrasar seu ritmo. Isso faz com que a pessoa tenda a ficar mais tempo acordada por sentir sono mais tarde – o que afetaria negativamente o sono noturno

Os grupos mais afetados são os adolescentes e os jovens adultos, segundo o pesquisador.

Adaptação
Porém, na maioria dos casos aos poucos o corpo começa a “se acostumar” com a nova rotina. “No nosso trabalho nós observamos que 14 dias seria o mínimo necessário para a pessoa se adaptar ao horário de verão”, disse Umemura.

Mas, de acordo com ele, embora isso seja menos comum, para algumas pessoas os sintomas podem perdurar até fevereiro, quando ocorre a mudança para o horário normal.

Para chegar a essas conclusões Umemura fez uma pesquisa qualitativa, monitorando dia e noite com aparelhos um grupo de cerca de 20 pessoas – tanto no início como no fim do horário de verão.

A mudança de horário afeta mais quem tem rotinas mais rígidas de trabalho. Mas, para quem tem maior flexibilidade de tempo, o recomendado é tentar minimizar os efeitos da mudança. Uma receita é ir acordando 15 minutos mais cedo diariamente, para que a transição ocorra aos poucos.

 

Fonte: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2016/10/corpo-humano-leva-14-dias-para-se-acostumar-com-horario-de-verao-20161015113503522808.html

Cansou de batata ou mandioca? Na sopa ou no escondidinho, vá de inhame!

A aparência rústica do inhame, que lembra a de uma batata coberta por pelos, não faz jus ao seu sabor delicado. De casca marrom e polpa branca, essa raiz rica em amido é muito versátil e entra em qualquer receita que leve batata ou mandioca, pois apresenta uma textura bem parecida depois da cocção.

Nunca comeu o ingrediente na vida? Aproveite que está na época e arrisque-se a inclui-lo em seus preparos no dia a dia. Dá até para usar na sobremesa!

Cozimento fácil

Em geral, consome-se o inhame cozido por poucos minutos em um pouco de água com uma pitada de sal. Por ter a casca bem rústica, é sempre recomendável removê-la antes de ir para a panela. “Depois de descascar, lave o inhame em água corrente para tirar um pouco de sua viscosidade natural”, diz o chef Thiago Medeiros, da S Simplesmente, em São Paulo. Depois, deixe de molho em água com vinagre, para evitar que escureça. O chef recomenda também enxugar os pedaços com um papel-toalha, para facilitar a manipulação.

A cor da polpa muda após o cozimento: de branco, passa para um tom de cinza claro. Assim como as batatas e mandiocas, é mais saboroso se comido quente. Mas permanece bom mesmo depois de frio, e pode ser consumido como salada -com molho simples de azeite, suco de limão ou vinagre, sal e pimenta. O chef é um apreciador do ingrediente, e sempre cria pratos que realcem ainda mais suas características. “Gosto de consumi-los assado ou como sopa”, diz ele.

Uma das receitas indicadas por ele é o Braseado. Nesse preparo, a raiz é descascada, cortada em rodelas e grelhada antes de receber outros ingredientes, como alho, cebola, pimenta dedo-de-moça, talos de coentro, pimentões, tomates. Os inhames cozinham lentamente no molho formado, ao qual adiciona-se leite de coco. Dessa forma, fica bem macio e cremoso, além de muito aromático.

 

 

Tadeu Brunelli/UOL

Até no escondidinho

Assim como as batatas, o inhame rende um ótimo purê. O diferente, neste caso, é que ele traz uma ligeira viscosidade, que dá uma liga maior ao preparo, assim como ocorre nos cremes feitos de mandioca. Por isso, combina com receitas como bobó ou escondidinho.

Em uma versão vegetariana dessa receita, o chef Medeiros monta o Escondidinho com Purê de Inhame e um Refogado de Pupunha e Feijão Fradinho. É servido quente, gratinado com farinha de amendoim.

Prefere uma sopa? Com os inhames cozidos em caldo de legumes ou aves, faz-se um prato de textura aveludada que fica ainda mais saboroso se você adicionar verduras como brócolis ou couve-flor. Na hora do preparo, basta refogar a raiz em pedaços com a hortaliça escolhida e temperos como alho, cebola e azeite. Cubra com o caldo quente e cozinhe até tudo ficar macio. Na sequência, bata a sopa no liquidificador (ou mixer), para obter um creme liso. Polvilhe com ervas frescas – especialmente salsinha, cebolinha ou coentro picados – na hora de servir.

Outra forma de aproveitar o inhame cozido e amassado é fazer bolinhos (que podem ser fritos ou assados), recheados de carne-seca refogada ou queijo. Também fica delicioso na massa do pão caseiro, pois agrega umidade e sabor. Por ser bastante neutro, o inhame aceita bem as mais diversas combinações de ingredientes.

Quer variar a batata frita? Chips de inhame também caem bem. Para fazer, descasque o legume e corte em fatias bem fininhas. Frite em óleo quente até ficarem douradas e crocantes. Polvilhe com sal e sirva como acompanhamento para filés grelhados, sanduíches ou para comer puro.

 

 

 

Tadeu Brunelli/UOL

Leite vegetal

Pode parecer estranho, mas o inhame pode também ser ingerido cru, em forma de “leite” vegetal. Para preparar a bebida, bata o inhame descascado e em pedaços, no liquidificador com água mineral até obter uma mistura homogênea. Depois, é só coar e usar o leite como base para shakes e vitaminas com frutas, cereais e mel. Por ser rico em nutrientes, virou queridinho da turma fitness e é muito adotado por quem segue dietas vegetarianas.

Porém, o inhame cru pode causar reações alérgicas em pessoas mais sensíveis. Algumas pessoas podem sentir coceira e vermelhidão nas mãos simplesmente pelo fato de descascar o inhame. Por isso, antes de consumir essa raiz crua, é importante tocar a polpa ou passá-la um pouquinho sobre a pele e aguardar alguns minutos para ver se não houve reação. As substâncias irritantes são neutralizadas com o cozimento. Se estiver na dúvida, prefira o inhame cozido.

Tadeu Brunelli/UOL

Mordida doce

O inhame é considerado comida “da roça”. Em cidades do interior, o pão do café da manhã é substituído por essa raiz cozida, servida com manteiga derretida, melaço de cana ou mel.

Além da primeira refeição do dia, o inhame também pode brilhar na sobremesa. O chef Medeiros ensina o preparo de uma mousse que combina essa raiz cozida e cacau, numa versão mais magra desse doce clássico francês. A sobremesa é complementada por castanha de caju, chocolate amargo e tâmaras.

Marcelo Justo/FolhapressMarcelo Justo/Folhapress

Compra e conservação

O inhame pode variar de tamanho, de pequenas esferas a raízes maiores, de formato um pouco mais alongado. Muitas pessoas confundem com o cará, que possui a polpa mais firme depois de cozida e é bem maior em tamanho, lembrando a mandioca.

Na hora da compra, prefira os inhames que estejam bem firmes, sem sinal de umidade ou partes amolecidas. Também evite os que apresentarem partes escuras e mofadas. A polpa do inhame deve ser bem branca e clara; se tiver alguns pedaços pretos, descarte o ingrediente todo.

Fonte: Luciana Mastrorosa – Colaboração para o UOL, de São Paulo

http://comidasebebidas.uol.com.br/listas/cansou-de-batata-ou-mandioca-na-sopa-ou-no-escondidinho-va-de-inhame.htm

 

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Precisa de dinheiro e curte cozinhar? Veja passo-a-passo como vender comida

Marmita, trufa, pão de mel, congelados. Vender comida pode ser uma opção para quem está sem emprego ou precisando de uma renda extra. O setor de alimentação fora de casa teve alta de 6,2% nas vendas em 2015 e estima um crescimento de 7,7% para este ano, segundo dados do Instituto Foodservice Brasil, que reúne os principais representantes do setor.

Não basta ter familiaridade com a cozinha. Pode parecer simples, mas começar um negócio nessa área exige planejamento: é preciso definir o cardápio, escolher os fornecedores, fazer uma programação de compras, organizar os gastos fixos e variáveis, etc. “Se não houver planejamento antes de começar, o risco de o negócio não dar certo é maior”, diz o professor de MBA da FGV (Fundação Getúlio Vargas) Marcus Quintella Cury.

Confira abaixo o passo-a-passo.

Definir o produto

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O primeiro passo é decidir que tipo de produto quer oferecer, afirma o consultor do Sebrae-SP (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo) Leonardo Paiva. “O setor de comida pronta tem inúmeros mercados. É preciso saber quem será seu cliente e definir o que vai propor.”

Começar o planejamento

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Para começar a estruturar o negócio, Cury sugere responder a algumas perguntas:

  • Há mercado na área em que quero investir?
  • O meu produto resolve o problema de alguém?
  • Quais são os meus concorrentes diretos e indiretos?
  • O que vou precisar para abrir esse negócio?
  • Onde vou produzir o meu produto?
  • O que preciso comprar para isso?
  • Quanto vou vender por dia?
  • Quanto os clientes estão dispostos a pagar?

    Escolher ingredientes e fornecedores

    Thinkstock

    Os iniciantes no negócio acabam escolhendo a zona cerealista e atacados para comprar os ingredientes, já que os produtos nesses locais costumam ser mais baratos, diz Letícia Menegon, coordenadora da Incubadora de Negócios ESPM. Outra opção é procurar fornecedores que façam a entrega dos itens.

    Ao fazer as próprias compras, é preciso observar a validade dos produtos e as condições de higiene e manipulação. Também é necessário verificar as condições da embalagem: elas têm a função de proteger o alimento e, quando violadas, podem permitir alguma contaminação.

    Ela afirma que nem sempre vale a pena optar pelo ingrediente mais barato; às vezes, diz Menegon, vale a pena investir um pouco na qualidade mais para agradar a clientela. “Às vezes, a diferença quando se compra em grande quantidade é tão pequena que compensa investir mais para o cliente retornar.”

    Pensar na embalagem

    Divulgação

    O ideal é que a embalagem seja descartável, podendo ser de alumínio ou a vácuo, dependendo do produto e da prática do mercado, diz Menegon.

    É o empreendedor quem decide se coloca o logotipo e o nome da empresa no pacote –lembrando que, quando mais incrementada for, mais cara ficará. Há algumas informações básicas, porém, que devem constar na embalagem, de acordo com a Coordenação de Vigilância em Saúde:

    • Nome do produto;
    • Lista de ingredientes;
    • Quantidade do produto em volume ou peso;
    • Identificação de origem: razão social e endereço do fabricante e do distribuidor (se houver);
    • Identificação do lote;
    • Identificação do prazo de validade (se for menos que três meses, colocar dia e mês; se for mais que três meses, colocar o mês e o ano);
    • Informações nutricionais, como calorias, carboidratos, sódio etc. (é preciso contratar os serviços de um nutricionista ou engenheiro de alimentos para isso);
    • Modo de conservação (local seco e arejado, refrigerado, congelado etc.).

    Calcular quanto produzir

    Shutterstock

    Para definir quanto precisará produzir, o ideal é analisar os concorrentes, segundo Paiva, do Sebrae-SP. Estudos na região em que pretende atuar ou pesquisas de mercado também podem ajudar na hora de fazer essa estimativa.

    Essa projeção precisa ser realista, diz ele. “É melhor ter uma surpresa de que eu tenho muito movimento e preciso ampliar ou colocar uma capacidade extra do que eu ter uma estrutura ociosa e fazer um investimento que depois não consigo recuperar.”

    Saber como entregará o produto

    iStock/Getty Images/DarynaKhozieieva

    Paiva conta que a entrega do produto pode ser feita com uma infraestrutura própria do empreendedor, com seu carro, ou pode ser terceirizada, contratando motoboys, por exemplo.

    Mesmo se o próprio empreendedor for cuidar da entregar, é preciso pensar em como o transporte será feito: precisa ter um local adequado para levar a comida até o cliente, como caixas térmicas e embalagens apropriadas, diz Menegon.

    Legalizar-se

    Getty Images/iStockphoto

    Após o planejamento, é preciso pensar em legalizar o negócio. “Mesmo um negócio pequeno, que o empreendedor abra em casa, deve partir para a legalidade”, aconselha Cury.

    Se a ideia é começar pequeno, a opção pode ser o MEI (Microempreendedor Individual). Essa alternativa exige menos pagamento de impostos e é direcionada para quem recebe até R$ 60 mil por ano ou R$ 5.000 por mês. O futuro empreendedor passa a ter um CNPJ, o que facilita para emitir notas e negociar com fornecedores. Para saber mais, clique aqui: http://zip.net/bftsVJ (endereço encurtado e seguro).

    Se o rendimento for maior, entre R$ 60 mil e R$ 360 mil por ano, a opção é abrir uma microempresa com auxílio de um contador.

    Obter licenças sanitárias

    Think Stock

    Para trabalhar com comida, é preciso obter licenças sanitárias. “Para quem manipula alimento é essencial ter as licenças”, diz Cury. Na cidade de São Paulo, por exemplo, é necessário ter o Cadastro Municipal de Vigilância em Saúde (CMVS), um registro de identificação do estabelecimento e equipamentos no órgão de vigilância em saúde do município.

    De acordo com a Coordenação de Vigilância em Saúde, para vender alimentos em vias e áreas públicas, é preciso, ainda, pedir o Termo de Permissão de Uso (TPU) na subprefeitura da região e, depois, solicitar o Cadastro Municipal de Vigilância em Saúde (CMVS).

    Se a produção for feita em um apartamento, o empreendedor deve verificar as normas de seu condomínio para saber se a atividade é autorizada. Se partir para outro local, terá que emitir um alvará de funcionamento na Prefeitura da cidade. O corpo de bombeiros também poderá participar do processo de vistoria.

    Colocar os planos em prática

    Getty Images/iStockphot/SteveAllenPhoto

    Com os documentos em ordem, o empreendedor já pode colocar em prática seu planejamento. Paiva aconselha seguir uma padronização desde o começo. Se o produto é um bolo, por exemplo, deverá haver uma ficha técnica de custo, com o preço de cada item da receita, e outra ficha de produção, com as medidas exatas de cada ingrediente.

    “O responsável pelo alimento não deve só saber cozinhar. Precisará reproduzir as receitas e caminhar para uma organização melhor, uma padronização.”

    Testar um projeto-piloto

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    Se o empreendedor estiver inseguro pode fazer testes antes de começar oficialmente. Uma das opções apontadas por Paiva é organizar um projeto-piloto e convidar algumas pessoas para experimentar os produtos. “Isso deve estar previsto no orçamento. É melhor custar mais e abrir um negócio mais seguro do que ter falhas ao longo do caminho.”

    Fazer divulgação e pós-venda

    Thinkstock/Getty Images

    Tudo pronto, e agora? É preciso pensar na divulgação do negócio e no pós-venda. Uma opção é usar as redes sociais de forma integrada para contar mais sobre o produto e atrair clientes.

    Em um primeiro momento, a empresa pode ter uma página no Facebook, diz Menegon. Criar um site é um pouco mais caro. Para ela, vale a pena divulgar os preços na internet, pois esse pode ser um fator de decisão do cliente. Deixar fotos elaboradas dos produtos e o contato visível também ajuda.

    O empreendedor também pode usar aplicativos como o WhatsApp para ajudar na comunicação com os clientes e até para combinar os pedidos.

    Além disso, acompanhando os comentários nas redes sociais, o empreendedor pode descobrir onde tem que melhorar e quais as preferências dos clientes. “Se souber coletar as informações, tem chances de minimizar os riscos”, afirma Paiva.

    Aperfeiçoar-se

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    Se na hora H o negócio não sair como planejado, o empreendedor pode fazer modificações. “Alguns negócios funcionam na tentativa e erro. Tem que ir aperfeiçoando. É um planejamento permanente para sempre melhorar o processo de produção e venda”, diz Cury.

    Fonte: Thâmara Kaoru – Colaboração para o UOL, em São Paulo
    http://economia.uol.com.br/empreendedorismo/noticias/redacao/2016/09/27/precisa-de-dinheiro-e-curte-cozinhar-veja-passo-a-passo-como-vender-comida.htm

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